Qual comprar: apartamento na planta, novo ou usado?

Confira as vantagens e os riscos de cada tipo de imóvel antes de fechar o negócio

Após guardar dinheiro nos últimos anos, você finalmente vai conseguir concretizar o sonho de sair do aluguel e ter um imóvel próprio. O primeiro passo é pagar o valor da entrada do imóvel e buscar qual é o melhor modo de financiar o restante do valor.

Na hora de fechar o negócio, é comum ter dúvidas em relação ao modelo de financiamento mais adequado para a situação financeira e ao tipo de imóvel, considerando casas ou apartamentos na planta, novos ou usados.

Por isso, se você deseja comprar apartamento mas ainda não sabe como começar a pesquisar as informações importantes para tomar essa decisão, confira alguns aspectos fundamentais para analisar os imóveis disponíveis e avaliar se o local que você tem em mente corresponde às suas necessidades.

Na planta

Imóveis na planta costumam ter um preço relativamente mais barato. Isso ocorre porque o apartamento ainda não foi construído e a empresa responsável precisa reunir capital suficiente para concluir a obra. Esse voto de confiança dado por quem vai comprar o imóvel é a razão pelo preço reduzido de imóveis na planta.

Outra vantagem desse tipo de imóvel é a possibilidade de personalizá-lo. Geralmente as construtoras oferecem algumas opções de disposição para as paredes e algumas ainda permitem ao proprietário escolher os materiais de acabamento de sua preferência.

Comprar apartamentos na planta também garante uma melhor estrutura elétrica. Por serem novos, possuem mais tomadas e estruturas para receber dutos para cabeamento de TV e internet e aparelhos como ar condicionado. 

Contudo, esse modelo de imóvel também oferece riscos. O principal deles é a possibilidade de atrasos de até seis meses na obra, o que provoca uma dor de cabeça imensa para o proprietário. Quem paga aluguel pode precisar renegociar o fim do contrato vigente ou procurar uma moradia de emergência até que a obra seja concluída.

A lei determina que se o atraso for superior a seis meses, a construtora deve pagar ao proprietário uma multa para cada mês de atraso. No dia em que o apartamento for entregue, é recomendado visitar o local com um pedreiro ou engenheiro para ter uma avaliação profissional sobre a metragem dos cômodos e dos móveis adequados para cada cômodo.

Se você vai financiar a compra, tenha em mente que as condições são mais exigentes para imóveis na planta, com a imposição de um valor de entrada maior em comparação a outros tipos de imóveis.

Usado

Esse tipo de imóvel não oferece riscos nem atrasos, pois já está pronto. Entre seus pontos positivos estão a possibilidade de verificar o que funciona e o que precisa de reparos na casa (informação relevante que impacta o orçamento final do apartamento) e a facilidade para obter financiamento, já que imóveis usados costumam ser até 20% mais baratos que novos e podem ser pagos em até 30 anos.

Por isso, durante a visita verifique como está a parte elétrica: se existe fiação exposta, se todos os interruptores e tomadas estão funcionando e se estes estão em número suficiente para as suas necessidades. Analise também o sistema hidráulico, examinando torneiras, vaso sanitário, chuveiros e revestimentos ao redor.

É importante verificar se os documentos do imóvel estão em dia e devidamente registrados em cartórios. Se não estiverem, isso precisará ser feito e exigirá gastos. Note também se licenças e taxas estão pagas antes de fechar o negócio. Caso não estejam e você queira comprar o apartamento mesmo assim, negocie uma redução no valor do imóvel para pagar esses gastos.

Novo

No caso de apartamentos novos, existe a possibilidade de negociar e escolher o modelo de financiamento. Uma das opções é o fracionado, com uma parte do pagamento destinada ao banco e outra à construtora. Neste caso, você pode planejar o número e os valores das mensalidades e a duração do financiamento.

Outra vantagem é que apartamentos novos já costumam vir prontos para morar e estão em bom estado de conservação, o que poupa os proprietários de dores de cabeça e gastos para realizar reformas de infiltrações, rachaduras, elevadores ou novos custos de manutenção do condomínio.

Entre os riscos desse tipo de imóvel, podem-se citar taxas, pagamentos intermediários e juros pagos durante o financiamento. Como se trata de um investimento alto e duradouro, é fundamental verificar com o banco quais são as taxas envolvidas e, se necessário, consultar um advogado para ver se todas as taxas são obrigatórias.

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